Os estereótipos midiáticos inalcançáveis

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Os estereótipos midiáticos inalcançáveis

Mensagem por Ayana Marcela em Ter Ago 08, 2017 2:59 am

    "O primeiro lugar onde a mão do adulto marca a criança, ele é o primeiro espaço onde se impõem os limites sociais e psicológicos que foram dados a sua conduta, ele é o emblema onde a cultura vem inscrever seus signos como também seus brasões" (Vigarello, 1978: 399).No século XIX se deu o ápice da revolução industrial, com ela veio a tecnologia, a globalização,o capitalismo, a informação e a manipulação desenfreada por parte dos canais midiáticos. Nesse contexto tecnológico e de desenvolvimento surgiram vários estereótipos de corpo perfeito, porém isso é duramente criticado por profissionais que aplicam os conceitos de corpo produtivo e corpo rascunho. pois julgam impossível a aplicação desses estereótipos, considerando  que não existe corpo perfeito e que a busca por este é insustentável para a saúde mental das pessoas.
   Desde a Revolução Industrial aplica-se o conceito de corpo produtivo, este entende que a partir do capitalismo tem tendência a se mercadorizar e se alienar. Utiliza-se também o ser do corpo rascunho, qual seria apenas uma fantasia de aparência externa. Em meio a isso surgiu o mito de corpo perfeito, que já foi considerado inexistente e apenas fantasia capitalista, após o experimento que ficou conhecido como Frankenstein, citado por Mary Shelley, em 1818, em seu livro "Frankenstein is the modern Prometheus". Nele, Mary relata um teste científico, no qual vários estudiosos decidiram juntar fragmentos, considerados perfeitos, de corpos distintos em um corpo só, mas acabaram criando um monstro.
   Além disso, cogita-se o psicológico das pessoas tentadas a correr atrás do padrão escultural? Com certeza, esse fator não é avaliado, mas é o mais importante, pois de nada adianta um rascunho belo, sendo que há uma pessoa infeliz dentro dele. Partindo da afirmativa de que não há corpo perfeito, as pessoas que o buscam se martirizarão para sempre sem alcançar o seu objetivo. A psicoterapeuta do Instituto de Cancerologia de São Paulo afirmou que a depressão será o mal do século XXI, isso porque a população está alienada e cega para os riscos da perfeição.
   Desde a Revolução Industrial e dos conceitos de corpo como mercadoria e aparência, há também a busca para resolver a questão da alienação de existência de um corpo perfeito, no entanto esta não é muito divulgada pela mídia. Se houvesse liberdade e democracia na mídia, se as pessoas tivessem acompanhamento psicológico de fácil acesso e se fossem informadas de que o corpo não é o fator principal da felicidade, as coisas, de fato, começariam a mudar.

Ayana Marcela

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